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Famílias mostram que união é fundamental na cafeicultura

Mulheres têm papel fundamental na produção dos cafés especiais em Itarana. Em todo o estado, a estimativa é de que 300 mil sacas desse tipo de café sejam produzidas em 2017.

Famílias de 8 mil propriedades rurais do Espírito Santo apostaram na produção de café especial. Em 2017, a estimativa é que sejam produzidas 300 mil sacas desse tipo de café, o que representa 10% da produção do arábica do estado, segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Assim como a base da agricultura capixaba é familiar, a base da produção do café especial também, e depende da cooperação e da união de toda a família.

O café de qualidade é uma forma de agregar valor e tornar a cafeicultura cada vez mais sustentável. O importante não é mais a quantidade do café e sim a qualidade dos grãos. Para conquistar isso, é preciso que cada etapa do processo de produção esteja dentro dos padrões técnicos ideais. Cada etapa é essencial para, no final, ter uma bebida diferenciada.


Produtor visionário

E tem gente que já busca isso há anos. Com o conhecimento que a terra dá, com a sensibilidade do olhar apurado durantes os anos plantando, colhendo, cuidando da lavoura. Uma dessas pessoas é Laudelino Grunewald.

Cafeicultor em Itarana, ele começou a investir em café de qualidade em uma época em que ninguém reconhecia o município como uma fonte de cafés especiais. Há cerca de 20 anos, Laudelino já dizia: "café verde é prejuízo, tem que se colher só o café maduro".

A propriedade de Laudelino fica na comunidade de Barra Encoberta, em um local com alta altitude e clima ameno, por isso a maturação do café é desigual.

Desse modo, Laudelino começou a praticar a colheita seletiva, ou seja, retirar somente os grãos maduros do pé. "Ele sempre produziu um excelente café, ele sempre queria um algo a mais, agregar valor," conta o filho, Sidney Grunewald.

Nessa busca por um café acima da média e pelo reconhecimento do mercado na valorização da sua produção, Laudelino foi atrás de conhecimento técnico e procurou a Pronova, cooperativa de produtores de café de qualidade que hoje pertence à Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi).

Lá o cafeicultor começou a receber as orientações de Edevaldo Costalonga, consultor de qualidade da cooperativa. O consultor explica que o café de Laudelino era muito bom.

Quando ele começou a investir num café de qualidade, as pessoas achavam que era loucura, porque Itarana não era conhecido como um município produtor de cafés especiais. Mas Laudelino acreditava no seu projeto e continuava indo atrás de um café cada vez melhor, mesmo sem o devido reconhecimento do mercado.

Reconhecimento que hoje seu filho, Sidney, começa a ver. Laudelino morreu em 2016 e Sidney tem dado continuidade ao sonho do pai, que também é o sonho dele e de toda a família.

Para Edevaldo, Laudelino deixou um legado para a comunidade e seu filho assumiu esse papel de forma exemplar. Com exigência ao realizar seu trabalho, Sidney segue todas as orientações técnicas à risca, o que é essencial para uma produção de alto nível.

Os seis mil pés de arábica têm rendido bons frutos e cada vez melhores. O café da família Grunewald já foi para Itália, EUA, São Paulo. Já teve lote que conquistou 92 pontos.

Para um café ser considerado especial, ele precisa atingir no mínimo 80 pontos de nota quando avaliado de acordo com a metodologia criada pela SCAA - Specialty Coffee Association of América.

O café avaliado entre 80 e 84 pontos é considerado “bebida mole”. E o café avaliado de 85 pontos para cima é classificado como “bebida estritamente mole”.


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